segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Traumas psicológicos



Quase todo mundo já vivenciou algo traumático (ou provavelmente vai passar por isso) - alguns destes traumas podem ser superados em dias ou semanas e outros são capazes de deixar cicatrizes para a vida toda. 
A palavra trauma vem do grega τραῦμα que significa “ferida”, e em Psicologia se trata de um acontecimento externo que causa grande medo, desespero e/ou impotência e que tem grande repercussão em nível interno, atingindo o funcionamento psíquico.
Alguns eventos são potencialmente mais traumáticos, tais como: morte (especialmente se inesperada ou violenta), doença ou ferimento grave, abuso sexual, violência (incluindo guerras e violência urbana), acidentes graves e desastres naturais.
Situações de maus-tratos, abandono ou negligência, abuso físico, psicóloga ou sexual são alguns dos fatores estressores traumáticos comuns na infância e estão associados à prejuízos psicológicos na vida adulta, incluindo ansiedade, depressão e dependência de álcool e drogas. 
Existem alguns fatores complicadores para a recuperação psicológica depois de um grande trauma, entre eles: idade, intensidade e o tempo de duração da experiência traumática, sensação de impotência percebida pela pessoa, o significado que essa experiência teve para o indivíduo e os sentimentos que o evento provocou (medo, pavor, raiva, angústia, nojo, vergonha).
Entre os transtornos mentais provocados por traumas psicológicos o mais relevante é o TEPT - Transtorno de Estresse Pós Traumático, um tipo de transtorno de ansiedade caracterizado por:
- Sintomas intrusivos (a memória do trauma invade os pensamentos de maneira repetida e incontrolável, são comuns os flashbacks, durante os quais elas revivem o evento traumático como se ele estivesse acontecendo novamente)
- Evitar qualquer coisa que as relembre do evento (a pessoa evita tudo que possa servir de “gatilho” que a faça lembrar do trauma)
- Efeitos negativos sobre o pensamento e o humor (ansiedade, depressão, sentimentos de baixa autoestima)
- Alterações no estado de alerta e nas reações (a pessoa parece estar sempre sobressaltada, com medo)
Para quem tem TEPT, a resposta de “lutar ou fugir” numa situação de intenso stress ou perigo nunca se desliga - a pessoa vive em constante alerta. 
No TEPT os sintomas duram mais de um mês (podendo persistir por meses, anos ou mesmo décadas), sendo que o tratamento inclui psicoterapia com psicólogo ou psiquiatra e terapia medicamentosa (em geral antidepressivos) orientada por um médico psiquiatra.
Neoterapias que carecem de comprovação científica tal como a Constelação Familiar e a Terapia de Vidas Passadas NÃO devem ser aplicadas na tentativa de curar um trauma pois podem desencadear reações psicológicas potencialmente nocivas à saúde mental, como uma crise de pânico ou mesmo sintomas psicóticos. 
Você não está sozinha. Procure ajuda - consulte um psicólogo.

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